Atitude interior tem sido objeto de estudo e muitos livros foram escritos a respeito. Quase sempre se recomenda as pessoas serem otimistas. Raramente, se diz que ser pessimista tem suas vantagens. Atitude correta deve aproximar o mais possível da realidade. Excesso de otimismo leva a imprudência e excesso de pessimismo leva a desistência antes de tentar. Quando se fala em mudar a atitude interior, quer dizer que você precisa mudar seus modelos mentais. De todos os defeitos que possuímos, o pior deles é a atitude interna desajustada com a realidade. Se você olhar ao redor verá que seus amigos, parentes e colegas, pessoas de modo geral tendem a enxergar a si mesmos ora como super-realizados, ora como derrotados. A verdade que não somos nem um nem outro. Podemos estar derrotados em alguns aspectos da vida, mas não em todos. Podemos estar vencendo em alguns aspectos, mas não em todos. Sendo assim, você deve distinguir os aspectos da vida que esta vencendo e em qual esta perdendo. Aprender por que esta vencendo e adotar as mesmas práticas, se possível, nos outros aspectos da vida onde não esta tendo sucesso. Ou seja, desenvolva estratégias específicas para cada situação.

Modelos mentais são imagens, histórias e ideias prontas que se traz à mente de como se é, de como são as outras pessoas e de como é o mundo. Como o óculo limpo pode melhorar a visão e se estiver sujo, atrapalhar, os modelos mentais determinam como se percebe a realidade. Não se pode viver nesse mundo e compreende-lo sem os modelos mentais, que por definição possuem defeitos.

Modelos mentais diferentes explicam por que duas pessoas observam o mesmo fato e o descrevem de forma completamente diferentes. Elas estão prestando atenção em detalhes diferentes e são os modelos mentais que determinam a forma de agir. Por exemplo, em um ambiente desconhecido, a partir de seus modelos mentais você inferir que as pessoas em volta são confiáveis, você estará disposto a conversar bem mais e a fazer novo amigos. Ao contrário, se achar que as pessoas ao redor não são confiáveis, retrairá e não fará novos amigos.

O problema dos modelos mentais é que eles estão abaixo do nível consciente, de forma que, não são percebidos. Assim não são examinados. Eles são invisíveis até que se procure por eles. A tarefa dessa lição é trazer a superfície os modelos mentais, explora-los e falar sobre eles com o mínimo de espírito defensivo para ajudar a decifrar e entender os seus impactos na vida cotidiana, assim encontrar a forma de refazê-los ou de criar novos modelos mentais que servira para modificar e melhorar a vida.

Alguns modelos mentais surgem dos fatos observados, da fala de outras pessoas e das experiências que vivenciadas. Outros são formados desde a infância e a maioria são crenças não testadas. Estão baseados em conclusões tiradas de observações obtidas de experiências passadas.

O núcleo formador de maus modelos mentais está em acreditar que as crenças individuais são verdades, que são verdades óbvias obtidas da realidade circundante. Mas nem sempre é possível de distinguir corretamente a realidade.

Para analisar os modelos mentais e modifica-los precisa-se da reflexão (desacelerar os processos de pensamento) e da investigação (descobrir como os modelos mentais formaram e quais as suas influências nas decisões diárias). Por exemplo, se for dito que João é loiro. O que você pensou sobre João quanto à força, capacidade, inteligência, agressividade e beleza física? E se for dito que Paulo é negro. O que você pensou sobre ele quanto à força, capacidade, inteligência, agressividade, e beleza física? Você pode notar que sem conhecê-los, você possui um modelo mental para cada um deles. Da mesma forma você possui modelos mentais a respeito de você mesmo, de como as coisas funcionam e de com o mundo é. Os modelos mentais nos limitam ou nos dão vantagens em todos os aspectos da vida.

Os modelos mentais são criados pela observação do mundo, das pessoas e acontecimentos. Como ninguém é perfeito, inconscientemente os detalhes e os fatos são selecionados pelo interesse individual. Esta coletânea de detalhes e fatos sofre a adição de um sentido cultural e pessoal. Pressuposições baseadas nos sentidos culturais e pessoais levam as conclusões, da quais emanam crenças que determinam as ações futuras.

Um modelo mental muito comum é inconscientemente procurar uma pessoa que não existe. A pessoa procurada é linda, maravilhosa, perfeita, sempre disponível e dócil. Agirá de acordo com o seu interesse e conforme seus sonhos românticos copiados de filmes, novelas e livros. A tarefa aqui é você identificar que tipo de pessoa você procura, como ela é, como ela deve agir. Responda sinceramente, é possível que exista alguém assim? Se existir, você acha que tem condições de conquistar alguém assim? Mude esse modelo mental. Passe a desejar alguém real com seus defeitos e virtudes, não espere um tipo específico. Tente encontrar alguém que valha a pena do ponto de vista do caráter, do respeito, do compromisso e que queira construir uma vida. Não tente encontrar uma pessoa perfeita, (que não existe) e evite as pessoas que só pensam em si mesmos ou em satisfazer seus instintos.

Outro modelo mental é que o amor nasce no primeiro encontro, à primeira vista. Isso não existe, se acontece é raríssimo. O amor e a paixão nascem com o tempo, com a convivência. Aqui é o momento em que a capacidade de encantar é fundamental. Encantar uma pessoa começa por deixá-la perceber que pode conviver com você, que há vantagens em ser seu amigo. A sua tarefa a partir de agora é deixar as pessoas à vontade na sua presença sem procurar quem será seu pretendente. Deixe as coisas acontecerem. Amplie seu círculo de amizades oferecendo as pessoas seu sorriso, sua capacidade de ouvir.

Um modelo mental comum é que ao revelar a uma pessoa o quanto ela é bonita e perfeita, ou que se está apaixonado, fará com essa pessoa retribua te amando. Ledo engano. Quando se bajula as pessoas ou quando se declara antecipadamente o amor, o ego da pessoa infla e ela se torna arrogante. Mude seu modelo mental. Considere não a aparência exterior, tente ouvir e entender a pessoa. Compartilhe sua visão de mundo. E nunca, nunca fique visivelmente “babando” por ela.